Publicado em 16 de dezembro de 2013
Rolezinho é ação afirmativa contra racismo

shopping-itaquera-rolezinho

Ontem à noite, praticamente todos os portais noticiavam um arrastão no shopping de Guarulhos. Milhares de jovens se organizaram pela internet para provocar tumulto e roubos. Os lojistas assustados chamaram a polícia, que cercou o shopping e prendeu 27 pessoas por furto. Era estranho, mas as dezenas de redatores dos portais descreveram com quase as mesmas palavras, no mesmo formato e tom de noticiário policial, e chegavam todos a conclusões idênticas: “arrastão”.

Horas depois, perto da meia noite, a unanimidade se tornou menos unânime.

Revelou-se que a organização do evento na internet avisava que era uma reunião recreativa e não para roubar. Alguns jovens estavam, de fato, com roupas etiquetadas das lojas, mas “dentro das lojas”, ninguém tinha saído com o produto do não-furto. Os lojistas não tinham chamado a polícia exatamente para conter um “arrastão” em andamento, mas porque estaria “prestes a acontecer” ou “pronto para um arrastão”. Prestes ou prontos a fazer um arrastão do verbo não fizeram nada. Aí a notícia derreteu de vez: ninguém, nenhum lojista, cliente ou a própria administração do shopping relataram qualquer furto ou roubo. Como não havia queixa, de madrugada todos os 27 detidos foram soltos. O noticiário desclassificava o não-arrastão para “tumulto”.

O roteiro foi parecido com o que aconteceu no shopping Itaquera, na zona leste de São Paulo, no último fim de semana. Eram seis mil pessoas organizadas por Facebook e WhatsApp. O noticiário imediatamente falou em “arrastão”. Nas notícias, também apareceram as palavras “caos”, “pânico”, “suspeitos” e “prejuízos”. Mas nenhum furto ou roubo foi registrado. Os relatos em primeira pessoa falavam, no máximo, de “correria” e “exaltação”, e alguns achismos: “é claro que devem ter ocorrido roubos”.

Em 30 de novembro, tinha acontecido em Vitória. Jovens que estavam num baile funk buscaram abrigo de uma confusão (possivelmente causada pela ação da polícia contra o baile) num shopping e a polícia foi chamada, cercando e detendo as pessoas. Também se falou em “arrastão”, mas naquela vez a notícia derreteu para “confusão” e “corre-corre”.

Em 19 de outubro, em Belo Horizonte, de novo um “arrastão” se transformou em 24 horas em “confusão” ou, conforme declaração do próprio shopping Del Rey: “um certo tumulto”. Nenhuma queixa registrada. No mesmo dia, em Contagem, perto de BH, um outro arrastão teria sido evitado pela polícia “antes que acontecesse”, expulsando os “suspeitos” do shopping.

A impressão que fica é que os redatores e jornalistas já têm um esquema mental do que seja um arrastão e, diante dos estímulos certos, apertam o “play” para essa narrativa precondicionada, nela encaixando as circunstâncias de tempo e lugar. Por isso, todas as notícias parecem rigorosamente iguais, dando a impressão de um fato universal e unânime, para onde convergem rapidamente todos os portais, grandes ou pequenos. E a polícia segue a mesma lógica.

Dizem que a “onda de arrastões” é um fenômeno maior. As colunas opinativas dão conta de uma “nova ameaça para a sociedade”, “moda de invadir shoppings” ou “grupos organizados para gerar pânico e caos”. Os editoriais a seguir incitam a violência policial, sob as senhas “medidas duras”, “tolerância zero” e “apertar o cerco”. Alguns sites e veículos, mesmo depois dos desmentidos, insistem em conservar a palavra-chave “arrastão” nas manchetes e títulos de reportagens e notícias.

Realmente, é um fenômeno maior. Ele se chama racismo. É o racismo dos automatismos e esquemas mentais, com que se interpreta e ajuda a reproduzir a realidade. “Arrastão” é um refrão do cancioneiro racista brasileiro, da mesma maneira que “atos de vandalismo” sempre serviu para criminalizar movimentos sociais e lutas legítimas. O medo, o pânico, o horror acontece não porque sejam milhares de criminosos que, pela internet, se organizem para saquear o shopping. O medo, o pânico, o horror acontece porque são negros. Eles são presos porque são negros. E são presos enquanto negros: sentados no chão com mãos à cabeça, alinhados em fila indiana, e então intimidados com armas em punho e humilhados como escravos fugidos. Não à toa os eventos sejam associados ao funk: música negra, da periferia e das favelas. Se fossem adolescentes brancos ouvindo, digamos, Los Hermanos, certamente não seriam presos, por mais exaltados e briguentos fossem, ainda que a polícia eventualmente fosse chamada. E dificilmente o fato seria noticiado como “arrastão”, tampouco ganharia tantos apelos histéricos na imprensa por sua repressão.

Os “rolezinhos” e “shoppings lotadões” — que é como eles chamam os eventos nos estacionamentos e áreas comuns — são uma forma de ação afirmativa. É ocupação político-cultural, embora fora das caixinhas da esquerdologia dominante, que não os reconhece como movimento. Mas, proibidos de fazer bailes na rua, e cada vez mais discriminados em sua cultura de resistência, resolveram levar a festa para os lugares onde a própria publicidade os convida: aos shoppings. Os jovens negros e pobres das periferias e favelas das grandes cidades estão, realmente, se organizando. É isto o que assusta. Se eles entrassem individualmente, se se portassem como consumidores bem-comportados, bem-adaptados, estaria tudo bem. O problema é que se organizam, que não querem deixar de ser eles mesmos, de existirem livres em sua riqueza, mesmo quando conquistam a admissão no clube da dita “Classe C” ou “nova classe média”.

O rolezinho não só expõe e denuncia o racismo institucional do capitalismo brasileiro, como afirma um mundo, cria um acontecimento. Realmente, é um fenômeno maior.

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  • Diana

    “Se fossem adolescentes brancos ouvindo, digamos, Los Hermanos, certamente não seriam presos, por mais exaltados e briguentos fossem, ainda que a polícia eventualmente fosse chamada.” Muito bem dito!

    “‘Arrastão’ é um refrão do cancioneiro racista brasileiro”. Genial!

    • Uiara

      Genial! (2)

      • Antonio

        Muito bom o texto!!

  • Jose Rivero

    E PATETICO COMO A TUDO NESTE PAIS SE DA O NOME DE RACISMO A TUDO.ESES IDIOTAS QUE VAO FASER BADERNA EM UM LUGAR PUBLICO TEM Q SER TRATADOS COM O MAIOR RIGOR POSIVEL PAU NELES Q PRA ISSO PAGAMOS UMA POLICIA PRA Q NOS DEFENDA.

    • Erika

      a policia tem q te defender de funk? pq

      • pm

        pq o funk insulta a sociedade… pq o funk fala de violencia… pq o funk fala de sexo grupal… pq fala de malandragem… pq quem escuta e não tem o dinheiro que os mc’s tem.. vai buscar na criminalidade.. pq o funk ensina eles ter ostentação…. quer mais argumento????

    • Leonardo Moreno

      Pois é. Nosso eterno complexo de vira-latas. Tudo é racismo, assim alimenta nossa imagem de sofredor.

  • Marcelo

    Pronto, sempre aparecem os intelectualóides para legitimar qualquer ação criminosa de bandido “porque eles nunca tem culpa de nada e são fruto da sociedade”. Eu estava lá! Eu ví acontecer. Eu ví gente levando rasteira e tendo seu celular levado e tênis arrancados dos pés. Chega de ficar defendendo bandido com a mesma conversinha de falta de educação. Nasci e fui criado em bairro carente, em meio a marginalidade. E NUNCA me metí com isso. Hoje sou, casado, formado, tenho carro e casa. Pelos meus próprios méritos!! Me desculpem, mas só cai nessa vida quem quer! Não existem vítimas!

    • Ana Cranes

      Porque nenhuma dessas pessoas que foram roubadas como vc afirma, deram queixa?

      • Marcelo

        Já tentou prestar queixa em uma delegacia??? Falta de queixas policiais é algo muito comum! Isso é consequência da precariedade que é a segurança pública! Ir a delegacia é algo demorado, burocrático que não resolve nenhum problema! Sem falar no péssimo atendimento! Acho que as pessoas levam as coisas muito ao extremo! Em minha opinião, houve violência e também ocorreu preconceito e segregação!

        • buba

          Se não tem paciência de prestar queixa na polícia, não adianta vir reclamar e se fazer de coitadinho. Quantos negros você já viu PASSEANDO nesses shoppings chiques? Quantos você já viu trabalhando nas lojas, sem ter que trabalhar apenas no estoque?

          • Lari

            Shopping de Guarulhos e Itaquera chique? Presta atenção na matéria, não foi no Iguatemi. Se você entrar nesses shoppings vai ver que eles atendem as camadas mais populares. Outra coisa idiota é dizer que esse arrastão foi cometido por pobres ou algo assim. Isso quem disse foi a mídia!
            É totalmente pífio você culpar uma pessoa por não ir a delegacia, pois a lentidão e burocracia que se tem nesse setor é só mais um grande problema da nossa sociedade. Eu mesma por duas vezes dei entrada com queixa na delegacia daqui de Guarulhos e cerca de 1 ano depois resolvi cancelar pelos transtornos e falta de resolução que me trouxe.

        • http://tcelestino.com.br/ Tiago Celestino

          Por mais que vivemos no mundo de livre, seu argumento é babaca!

          • Marcelo

            Faz o seguinte então, se acha bonito, na hora que estiver acontecendo uma bagunça dessas, pôe sua melhor roupa, seu melhor tênis, pendura seu celular no pescoço e vai pro meio da confusão. Na volta conta pra gente champs

          • Marquinho Mota

            O Marcelo é um babaca.

          • Marcelo

            Babaca é quem defende marginal e ainda ataca aqueles que discordam dele. Faz o seguinte, no lugar de me xingar, prova que estou errado.

          • http://tcelestino.com.br/ Tiago Celestino

            O pior de defender “marginal” é não entender que nem todo mundo que usa o mesmo estilo do pessoal que faz isso é o dito tal “marginal”.

            Não vi ninguém defendendo marginal, mas como no Brasil, um país povoado por arianos, sempre o negro, pobre e morador da favela que vai pagar. Infelizmente.

          • Bruno

            Arianos uhaUHAHUAhaHUHUAuhaUHAuhaUH

          • George Schildth

            Temos aqui a resposta de alguém que não tem mais argumentos

          • Bruno

            Brasil, um pais povoado por arianos huaUHAuhaUHuahuhaUHauhaUHAuh merece um nobel.

          • http://tcelestino.com.br/ Tiago Celestino

            Cara, eu não falei o eu que achava, apenas falei que seus argumentos estão sendo babacas, porque está julgando as pessoas pelo os vestimentos, estilo de música e até mesmo cor. Já vi muita gente “bacana” roubando e fazendo pior, vá por mim.

          • George Schildth

            Me parece que você se perdeu na sua babaquice, pois ele estava julgando como marginais aquelas pessoas que praticaram arrastão dentro do shopping.

          • http://tcelestino.com.br/ Tiago Celestino

            Então releia o que ele escreveu meu caro.

    • Barba

      Parabéns cara, vc é um vencedor. Quer uma medalha?

    • erika

      qual seria exatamente a acao criminosa de entrar num shopping cantando funk e vestindo bermuda com boné. Juro que olhei no código penal mas nao achei este crime entre os artigos.

      • Sergio

        Ele falou que algumas pessoas foram roubadas. Você ao menos leu o comentário?

        • Pedro

          E não houve nenhuma queixa na polícia, nem de consumidores, nem de lojistas, nem da administração do shopping. Você ao menos procurou confirmar com outras fontes essa informação?

      • PM

        Esse crime realmente não existe… mas entra na cadeia e vc vai ver que 100% das pessoas (se é que podemos chamar de pessoas) que estão ali gostam de funk, bermuda com boné e não necessariamente são negros.. mas tem o estilo “bandido de ser” e isso ninguem pode negar…. só me responde se vc já entrou numa cadeia!!!

        • Kyky

          “Estilo bandido de ser”, entendi. Agora me explica uma coisa: como faz com os políticos e empresários- entre outros- que roubam todos os dias e usam, em sua maioria, terno, gravata, pólo lacoste e calvin klein? Ah, sim, eles não obedecem o “padrão dos bandidos”, logo, a afirmação de que eles roubam é totalmente errônea, para não dizer falsa. Afinal, os “bandidos” gostam de funk e usam bermuda com boné, né?! Daí o motivo óbvio de eles não serem punidos, ou não irem para a “cadeia”. Realmente esse teu pensamento faz muito sentido, caro amigo PM.
          Vamos preservar as nossas crianças! Proibí-las de ouvir essas músicas horríveis, usarem bermudas com bonés (mesmo que esteja muito calor e com um sol escaldante) e, principalmente, impedí-las de andar com essa gente! Já que, se elas fizerem isso, automaticamente serão consideradas “bandidas” pelos policiais e cidadãos de “bem”, mesmo não tendo praticado ato algum. Teremos que interná-las em clínicas de reabilitação para “quase bandidos” caso não nos obedeçam.
          Lamentável. Acredite, os verdadeiros bandidos não estão na cadeia.

        • AMARILDO DE SOUZA

          Sr PM seu preconceito só não é maior do que os índices de criminalidade dentro da sua categoria. 99% dos PMs agem como bandido e nunca com “estilo bandido de ser”. Sr PM a sua categoria é mais podre e mais bandida do que os bandido sem farda. Comprovadamente 99% da sua categoria vivem aliados a todo tipo de bandidos inclusive das grandes facções como o PCC em SP. São 99% vcs vivem de cometer crimes hediondos, sequestros, extermínio explodir cx eletrônicos, extorquir trabalhadores, etc. Já entrou no Romão Gomes? no BEP? … entra lá “e vc vai ver que 100% das pessoas (se é que podemos chamar de pessoas) que estão ali … e não necessariamente são negros.. mas tem o estilo “bandido de ser” e isso ninguém pode negar….”

      • Menken

        Atos que sejam capazes de provocar pânico ou tumulto são contravenções penais. Preconceito de várias espécies, de outro lado, é crime. Tudo com bom senso. Shopping não é lugar de entrar em grupo cantando, correndo e usando escada rolante em sentido contrário. Isso, entretanto, não dá a ninguém o direito de expulsar quem está se comportando, nem muito menos, por óbvio, de agir com violência (exceto em legítima defesa) ou preconceito. Educação, bom senso e tolerância devem andar de mãos dadas.

    • Peri Mln

      Ninguém fala que a maioria dos pobres é criminoso. O que se fala é o contrário, que a maioria dos criminosos é pobre. Crescer em meio a pobreza ou miséria pode aumentar as chances de você se tornar criminoso, já que os problemas sociais podem se somar à vários outros (familiares, pessoais). A vida de cada um é única, mas as condições sociais podem ser um agravante a mais. É disso que os intelectuais falam. E há provas disso: regiões mais pobres nas grandes cidades tendem a ser mais violentas (a violência e a exclusão social se somam a outros problemas, como dito outrora). Em lugares onde a pobreza não está tão relacionada a certos outros problemas, a relação pobreza-criminalidade pode ser menor ou diferente. Em todo caso, a maioria dos pobres não é criminosa, e sim a maioria dos criminosos é pobre. É disso que os intelectuais falam, e se você quiser resolver ou ajudar a resolver o problema da criminalidade, estude ao invés de pensar de forma vingativa e agressiva, para não dizer irracional. Acabar com a violência pressupõe acabar com a miséria e diminuir, pelo menos, a pobreza. Veja países com pouca violência e verá que via de regra são pouco pobres ou que pelo menos neles os pobres se incluem mais na sociedade.

    • Charles Costa

      Marcelo, 27 pessoas presas por “furtos” e NINGUEM foi na delegacia??? Tem certeza que foi só não foram pela burogracia e lentidão??

      • Charles Costa

        *Burocracia

    • Ana

      Deixa de ser mentiroso, meu. Você nāo estava lá, que eu sei!

  • De frente com a verdade

    Ficou com pena é??!!! Acha que Polícia esta errada??!!! LEVA ESSE BANDO PRA SUA CASA E QUANDO TIVER PROBLEMAS COM ROUBO, ESTUPRO E OUTROS AFINS….CHAMA O BATMAN!!!!

    • Fernanda Reis

      hahahahahahahahahahahahahahahahaha que preguiça da sua jenialidade, meu car@!

      • Andre

        “J”enialidade… pffffff

      • Gênio

        Fernandinha “jenia”, que tal você então levar esse pessoal do “rolezinho” pra sua casa? Já que acha tão “jenial”
        Preguiça também te pegou nas aulas de português, né querida?

        • Fernanda Reis

          É, se você não conseguiu entender a ironia do comentário, talvez devesse treinar mais sua interpretação textual. E acho que VOCÊ seria um… Jênio mesmo.

  • Arnaldo F

    Nenhuma imagem feita nesses encontros massivos em shoppings indica tratar-se de manifestações negras. A maioria é sempre de brancos. Com uma aparência diferente do “frequentador padrão de shopping”, mas principalmente brancos. Há negros, sim, mas são minoria. A manipulação vem de todo lado…

    Quanto a insistência em relação ao “arrastão”, é real: no caso do shopping de Itaquera, a própria administração do shopping declarou oficialmente que não houve qualquer atitude de roubo por parte dos manifestantes. Teria havido, sim, alguns roubos, praticados por 2 indivíduos que aproveitaram o tumulto para agir, mas nada ligado à natureza da manifestação. Mas a imprensa insiste na tese do “arrastão”.

    Por outro lado, 6 mil pessoas em uma praça de alimentação ou afim trazem um perigo mortal, mesmo que sejam peregrinos franciscanos. Faz parte mesmo de nossa psicologia o “ah, bobagem, frescura”. No 1º Mundo, tudo é levado a ferro e a fogo, as normas são levadas ao pé da letra e a segurança é imensa. Já no Brasil…

    E depois a mídia (a mesma do “arrastão”) faz escândalo com as mortes nas obras da Copa. Qualquer obra no Brasil tem o “ah, frescura”, que são uma bomba a relógio.

    Na hora que morrer alguém pisoteado em um shopping durante uma manifestação dessas, vão culpar o racismo. Arre…

  • Beatriz de Barros

    Racismo pouco é bobagem…

  • Vanessa

    Pessoas que escutam esse funk ostentação deve no mínimo ser internado por desiquilíbrio mental. Falo isso porque já fui, de curiosa, num baile funk proibidão mesmo, no Rio de Janeiro e é muito triste, a gente não tem ideia do que é um baile funk até ver com os próprios olhos. Se escutar músicas que falam sobre sexo (da maneira mais esdrúxula possível), maltrato a mulher, drogas, armas, assassinato, apologia ao crime é uma coisa normal e deve ser aceitável, eu não sei onde é que vamos parar!!! Pode ser preto, branco, amarelo, azul, roxo, vermelho, verde, tanto faz a cor, a etnia da pessoa, caráter é uma coisa universal!!! Não sejamos hipócritas em falar sobre racismo!!

  • Andy Priest Garcia

    Meu deus, mas que texto imbecil!

    Sempre tem um intelectualóide pseudo socialista pra defecar pelos dedos aplaudindo ações CRIMINOSAS. Não tem nada de ação afirmativa nem merda nenhuma além de CRIME nessas palhaçadas!

    Volta pro clubinho fechado e pro carrinho do papai ao invés de escrever besteiras que você ganha mais. Você nitidamente vive numa bolha e está alienado do que acontece por aí. São justamente os pobres que vão passear nos shoppings nos fins de semana por não ter como pagar uma balada como você filhinho de papai que sofreram com toda essa palhaçada que esses MARGINAIS estão fazendo.

  • Vitor

    Que protesto de merda… quem passeia em shopping é a população carente que não tem grana para viajar ou pagar fortunas para entrar em balada, vão fuder com um dos poucos entreterimentos da massa, que é dar um role no shopping e comer alguma coisa na praça de alimentação.

  • ander

    “Se fossem adolescentes brancos ouvindo, digamos, Los Hermanos, certamente não seriam presos, por mais exaltados e briguentos fossem,”

    Hipocrisia de merda, qnd acontece com bandidos desta classe social a midia tambem denuncia, quem nao lembra dos boys q espancaram e roubaram a domestica no RJ?????

    Tem q acbar com este coitadismo contra as criancinhas inocentes da periferia, q só esdtao ouvindo sua música. Música lixo q só incentiva Crime, Pedofilia, ostentação p quem nao tem um real no bolso ai o imbecil cai no embalo e vai roubar e aindatem uns idiotas q defendem este tipo de atitude.

    • ander

      Complementando, volta Racionais, Consciencia Humana, De menos Crime, RZO, Sabotage. Isto sim é música da periferia!!!! Que pena q estes poetas estão calados momentaneamente, musica e letras retratando a realidade do lugar e que caminho a seguir não este lixo de funk importado do RJ.

      • Bruno Vieira

        Música de periferia é o que toca na periferia. Ponto final.
        Não venha querer ditar aquilo que os outros escutam. Até porque o próprio Racionais, à sua época, foi deveras discriminado. Hoje é cultuado até pela CMS (Classe Média Sofre). Mas não era assim nos anos 1990. Eu mesmo tinha o maior preconceito contra quel ouvia Racionais. Hoje eu escuto e entendo, compreendo. Se o funk ostentação é ruim, é para você, que não GOSTA de funk ostentação.

    • Sergio

      Peraí, então você tá comparando pessoas que FORAM AO SHOPPING com pessoas que “espancaram e roubaram a domestica”? Tá de sacanagem, né? E vai dizer que não tem preconceito aí?

      • ander

        opa opa, nao quis dizer isto, só disse q a midia tb divulga se o criminoso for de uma classe social melhor, claro q nem em todos os casos.

        • taci

          Divulga, mas neste caso não houve nenhum tipo de violência para se classificada como arrastão. Apenas o fato de estarem em maior numero e de cantar funk não faz deles delinquentes.

    • Mai

      Você está comparando pessoas que cometem “o crime” de se vestir diferente que vc, ouvir música que vc não gosta (eu tb não) se juntam vão ao shopping cantando alto… com caras que espancam uma mulher e roubam só porque ela está na rua ? …claro agora a domestica tinha culpa…como pode estar na rua?…os caras foram identificados, indiciados e dai…quem está preso de todos os culpados?…NINGUÉM !!

      • ander

        não comparei neste sentido, interpretação de texto realmetne é díficil, quis dizer q a midia divulga casos de pessoas com dinheiro tb. não com a mesma escala q divulga de casos q envolvam pessoas pobres mas divulga. Veja o video do rolezinho de Itaquera onde um segurança do Shopping chega no estacionamento de carro e logo qnd desce ja é agredido om empurroes. Vc acha q o crime dele foi apenas se vestir diferente de mim?? Esta galera foi lá só para tumultuar e shopping nao é lugar de tumulto.

  • Robson Alves

    Como foram jovens negros, é arrastão. Se fossem jovens brancos, seria flash mob.

    • Andre

      Preto quando não caga na entrada caga na saída.

      • Robson Alves

        Isso aí, continue espalhando o racismo, imbecil

      • Robson Alves

        Perfil: contra cotas, chama a todos que discordam de suas idéias de petralhas e é fã do Danilo Gentili. Ou seja, um idiota dos mais completos.

      • NENA

        PRECONCEITUOSO VC EM?O PEIXE MORRE PELA BOCA MEU CARO VAI QUE UM DIA VC TIVER UMA FILHA OU JA TEM E ELA ESCOLHER U NEGRO PRA CASARVAI FASER OQ MATAR ? QUEM GOSPE PRA CIMA NA CARA CAI

        • Leandro Reis

          Se isso acontecer é só esquecer que teve uma filha !

  • Claudio Padilha

    Gostaria de saber quantos, entre os comentadores exaltados ou não, são negros. A galera fala um monte, critica ferozmente, fala q o funk incita a violência e se vangloria de ser um “vencedor” na vida (carro + casa + smartphone + diploma da uniqquerbosta + contas para pagar) mas o que faz de fato por um mundo melhor? O de todos, não o próprio mundinho.

    • Arnaldo

      E no que ouvir funk carioca e gastar em roupas, acessórios e celulares caros, mesmo sendo pobre ajuda a tornar o mundo um lugar melhor?

  • Guilherme Belmont

    Esses jovens devem estar sofrendo de tédio. Passear no shopping é falta do q fazer…

  • rodrigo

    ótimo texto, mas cabe uma observação: ações afirmativas são, até onde eu sei, medidas institucionais que visam combater o preconceito contra grupos minoritários, sendo adotadas pelo estado ou por organizações menores. ações espontâneas ou planejadas de movimentos sociais não se enquadram na definição de ação afirmativa porque não têm cunho normativo ou determinação legal. no mais, concordo com tudo o que foi dito no texto. parabéns

  • Bernardo

    Nenhum lado nunca está totalmente correto. O importante é a manifestação. Os preconceitos se sedimentam e a socieade se acostuma. Ta na hora de um sacode de escala maior, aliás, varios sacodes. E não é pra incriminar ninguem ou legitimar ações criminosas, é pra mostrar que a sociedade está viva e em movimento. Todo mundo sabe que a origem do problema é a falta de educação e ponto final. E não to falando de português e matemática. To falando da educação como um todo. To falando de saber ouvir, saber falar, saber pensar, saber agir, saber onde termina o direito do individuo e começa o direito do coletivo. A vida não é um jogo de futebol, onde é sempre um lado contra o outro. A vida real é tudo uma coisa só.

    Isso ai é só o começo.

  • Pedrohcgmfideli

    nA MORAL SOU MUITO A FAVOR DO FAMOSO DISCURSINHO CLICHÊ DIGAMOS ASSIM… pQ REALMENTE ACHO QUE ISSO TUDO É FALTA DE EDUCAÇÃO NAS ESCOLAS E A CULPA NEM É DESSA MOLECADA Q ROUBA, MATA E POR AI VAI… MAS SEPAREMOS O JOYO DO TRIGO.
    O MENOR ROUBAR PRA COMER, PRA USAR O DINHEIRO ROUBADO PARA ALGUM FIM DO QUAL ELE REALMENTE PRECISA E NÃO TEM COMO É UMA COISA, AGORA ROUBAR POR ADRENALINA SÓ PRA VIVER OQUE O FUNK DIZ É OUTRA COISA… E MESMO ASSIM AINDA CULPO A FALTA DE EDUCAÇÃO E ESTRUTURA NO CRESCIMENTO DA MOLECADA. NÃO CONHEÇO UMA SE QUER CRIANÇA BEM ESTRUTURADA (NÃO TO FALANDO DE PLAYBOYZINHO) OU ADOLESCENTES MSM QUE OUÇA ESSE TIPO DE MUSICA, NÃO SABEM OQUE OUVEM E NÃO SABEM OQUE ESTÃO FAZENDO… É POR ESSAS E POR OUTRAS QUE O JOVEM QUE ROUBA PRA DIZER QUE ROUBA, SIM MERECE UM REGIMENTO MAIS SEVERO PARA APRENDER QUE NADA SE CONSEGUE COM FACILIDADE. NADA

  • Barroso_Barroso

    Então amigo, acha que seu textinho de merda valeu, acha que isso é racismo, então leva essa: se fossem um bando de japoneses com sua máquinas fotográficas entrando em trupe ecoando canções incompreensíveis, fazendo aquela baderna, acharíamos que era um arrastão? e se fossem alemães, loirinhos, grandinhos, com seus copos enormes de cerveja bradando seu Hino em alto e bom tom, acharíamos que era um arrastão, não!!! e por que que com os negros é assim — simples? pq sempre foi assim e não mudou nunca… dê dinheiro e poder a um negro, ou favelado, ou algum que n sabe se portar em sociedade, ou não quer se portar em sociedade (tanto faz)… e o que ele faz? o que ele faz com esse poderzinho que deram a ele, com a liberdade que todos tem, com dinheiro, com seu funkezinho ostentação? Faz o que? Faz cara de mau! faz pose de bandido, de traficante, te encara! se Acha! bota som nas alturas… acelerado com seu carrão tunnado, intimida com suas letras funkisticas… é assim que ele quer descer pro asfalto e ser aceito? é assim? é assim que ele quer fazer parte da sociedade!!! o que eu falo e falo com consciencia, não encaro como racismo! Não mesmo! Tenho vários amigos negros, mulatos, índos gays, lésbicas, pobres ricos, crentes católicos umbandistas…. me dou bem com todos,… Agora só mais uma: a cada dia, vejo fatos como esses aconetecendo, e reflito sobre um pensamento que há muito tempo se repete: o negro, em especial, com toda sua história de lutas e conquistas, tem todos os dias a oportunidade de mudar mais essa história, e fazer diferente, e não faz! Einstein, que era branco, e acredito que n era racista deixou essa frase p refletirmos tb: “Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”

  • Jonas Dos Santos

    Ah na boa que discussão besta, não vão mudar nada, deixa a mulecada se divertir, é lugar público e a segurança que é privada que se vire, e outra quer evitar é só ficar atento no Face qdo e onde que vai ter esses roles e fica em casa!!!

  • Kleber

    Ah da licença mulecagem do cacete, depois vem me perguntarem pq nao gosto dessa raça…….q culpa tenho eu se vc esta no sufoco? eu tbm estou e corro atras…..agora ter que fika vendo um bando de malaco e pé-rapado fazendo baterna do tipo birra de criança é foda viu…….dai sai um tiro morre um desses ai dai vira noticia na tv e vai um monte de parente chorar falar que era bonzinho, nunca deu problema, trabalhador, ó dóóó……. vai se ferra……vcs são uma vergonha para o povo em vez de evoluir para país desenvolvido vcs estão imitando macaquice de paises subdesenvolvidos……e piorando mais as coisas…..

  • malvina cruela

    verdade..martin luther king começou sua carreira dando “rolezinho”

  • JP

    KKK, puta texto merda, cala a boca,você só pode ser um retardado para escrever tanta asneira…

  • Ricardo Chagas

    Na minha opinião, a matéria está bem escrita, mas para toda matéria é importante pesquisar as fontes e apurar as informações de veículos distintos afim de encontrar algo próximo da verdade. Essa, que diga-se de passagem, servirá para formar sua opinião, mas agir mesmo, se deslocar de onde está para mostrar sua cara e tomar uma atitude, é um tanto complexo. Mas enfim, vejo, até com um pouco mais de relevância, o que se diz nos comentários. Ali sim podemos entender melhor o comportamento e pensamento de nossa sociedade. Nos que li, até este momento, dessa matéria, pude viajar nos anos em que o racismo foi incutido em minha vida, mesmo sendo eu negro, e na tentativa de cura que me propus após construir meu próprio entendimento sobre meu “eu” e “sociedade”. É triste, mas um excelente exercício, pois é possível imaginar-se junto a essa sociedade bem lá no fundo do poço. Se haverá saída… é um processo em formação, muitas mudanças estão por vir, algumas boas, outras piores. A autoafirmação e consciência do seu próprio “eu” é que irão lhe posicionar diante de tantas mudanças sociais.
    Os conceitos de ser “pobre” e ser “negro” estão em transformação, calcados em uma hereditária letargia, parece que este País seguirá adiante. Assim como os índios e negros capturados no período colonial, tudo era imposto. Rótulos e estereótipos foram criados. Dá pra ver essa história se repetindo nos comentários dessa matéria.

  • Luana

    Eu estava lá e aconteceu comigo. Um grupo me cercou e tomou meu celular, levaram minha bolsa e arrancaram meu cordão.
    Eu cheguei a ir a delegacia para prestar queixa, mas estava muito cheia e seria inútil, todos nós sabemos que a polícia não consegue reaver objetos roubados.
    Então essa conversinha mole de que a ação policial é racismo é pra enganar bobo. Quem sofreu sabe.