Publicado em 30 de janeiro de 2012
Cinco ameaças internas ao movimento Occupy

Parem a guerra contra os pobres

O movimento veio pra ficar.

Das revoltas árabes, Praça Tahrir e acampadas da Europa, às praças e ruas das Américas, o Occupy pode não ter encontrado a resposta definitiva para os problemas do mundo. Mas abriu um novo horizonte onde esses problemas estão sendo reformulados e enfrentados diretamente. Expôs que as questões estão muito além dos parâmetros e soluções disponíveis, seja no mercado eleitoral dos partidos, nos comentaristas da grande imprensa ou na academia. É preciso reorganizar o discurso e a prática política. Pra isso, é menos tomar o poder do que subvertê-lo, cortando em diagonal pelas dicotomias estado x mercado, estado x sociedade civil, público x privado, coletivo x indivíduo, global x local etc. O jornalismo convencional não consegue sequer enxergar fundo as novas mobilizações, bitolado que está em buscar nos movimentos mais uma manifestação da “sociedade civil”, organizada para reivindicar diante do estado. No entanto, com ações diretas, desobediência civil, cartazes, panfletagem, mídias táticas, networking militante, piquetes, ações hackers, bloqueios, marchas, o Occupy reabriu a política como espaço conflitivo, para radicalização de propostas e antagonismo direto.

No Brasil, várias Ocupas saíram ou foram removidas dos espaços físicos e agora se expandem e disseminam como gases tóxicos. Volatilizaram-se para outros lugares, virtualizaram-se, reorganizando e revitalizando as lutas pela mudança. Sem perder o ímpeto, hoje as Ocupas se relacionam com redes de movimentos sociais e pautas ativistas. Decerto não descartam novas acampadas pelo ano e já fazem parte do cotidiano militante das metrópoles. Nos EUA, Occupy registra 60 ocupações em curso, cada uma com sua agenda de atividades. Ontem, por exemplo,  uma marcha do Occupy Oakland foi reprimida pela polícia, com 200 prisões. Essa agitada cidade da Califórnia, onde surgiram os Black Panthers nos anos 1960, foi cenário dos confrontos mais duros entre os 99% e representantes dos 1%.

Em 2012, é possível ser otimista, mas nem tudo são flores. O caráter multitudinário do Occupy também dá margem a agenciamentos indesejados. A multidão que se auto-organiza não é algo positivo em si mesmo (nem negativo). Depende da construção de sentidos e da prática concreta. Ela é atravessada por muitos vetores, contraditórios, por vezes de apropriação e desmobilização, e não cessa de debater-se com paixões tristes, implosões, paranoias, impasses neuróticos. Que as Ocupas embutem perigos é evidente. Isso em nada as desqualifica, pelo contrário. Sair de casa tem seus riscos e não se muda o mundo diante da novela das oito. Geralmente, esse argumento conservador é professado por quem tem muito a perder. Sim, no Occupy, pode-se falar em perigos. Já na ordem por ele contestada, em perigos que se concretizaram, uma realidade regularmente violenta e injusta. Demais, em certo sentido, é bom que um movimento seja perigoso.

Isto posto, com base nessa experiência irradiada pelo Occupy, gostaria de listar não perigos, mas impotências ameaçadoras que circundam o movimento, que brotam aqui e ali, localizadamente. Estou falando de aspectos negativos e conservadores, que bloqueiam o sentido revolucionário de que a multidão auto-organizada (e só ela) pode investir-se.

1. Fetiche do Sistema. De fato, o Occupy exprime uma luta contra causas sistêmicas em detrimento de pautas isoladas. Mas não pode ser simplesmente contra o Sistema. Isto é, contra o Complexo Industrial-Militar, o Imperialismo, o Monstro do Capital… ou qualquer outro Moloch indialetizável que impeça chamarmos os inimigos pelo próprio nome. O sistema afinal se constitui da matéria viva das relações sociais, que se desenvolvem em vários planos, macro e micro. As lutas antissistêmicas (sempre no plural) só podem vingar com a multiplicação e a articulação de muitas pautas e frentes que, coordenadas com inteligência, porventura ganhem massa crítica para a mudança global. Essa coordenação prescinde de significado-mestre, de uma ideologia que amarre as lutas nalguma dimensão primária: a economia, a cultura, os direitos humanos, o meio-ambiente. Sucede um paralelismo empoderador, um comum produtivo materializado por lutas por renda, voz política, direitos civis, minoritárias, por sabotagens e reapropriações, por vários focos em coexistência e contágio. Em determinadas situações, algumas pessoas acham que a pauta deve ser A ou B ou C, e ficam disputando sobre prioridades sem perceber como, frequentemente, a pauta potente só pode ser A e B e C, um ABC híbrido.

2. Anti-política. Muitas vezes, as manifestações das acampadas e Ocupas se colocam como apartidárias (“não quero saber de partido”) ou suprapartidárias (“toleramos qualquer partido, mas estamos acima disso”). Não se filiar a partido e não fazer militância partidária e atacar a forma-partido e anular o voto, nada disso implica enfiar todas as forças partidárias no mesmo saco. Empobrece a análise de conjuntura. É comum movimentos bastante partidários se apresentarem como apartidários e sem ideologia. No Brasil, a pauta anticorrupção funciona desse jeito da UDN e Carlos Lacerda até o movimento Cansei e a revista Veja. Por mais que a máquina representativa consista num inimigo a desconstruir-se pelas lutas antissistêmicas, é preciso reconhecer que partidos, mandatários e governos podem agir de muitas formas, podem ser reformistas, conservadores ou simplesmente reacionários (basta ver Pinheirinho). Uma boa estratégia não dispensa atravessar esferas mais institucionalizadas, buscando pontos de acoplamento e contatos esporádicos e pode ser transpartidária.

3. Vanguardismo. A composição das acampadas européias, do Occupy norte-americano e das Ocupas brasileiras é parecida. Um contingente heterogêneo de jovens de 20-30 anos, desempregados, precários, proletarizados, alguns militantes mais antigos, anarquistas, comunistas, social-democratas, socialistas, muitos universitários, secundaristas, alguns professores, um punhado de profissionais liberais, curiosos de toda espécie, gente inadaptada, punks, neo-hippies e também, num segundo momento, uma enxurrada de gente em situação de rua, sob condição mental tensa e usuários de drogas ilícitas de rua. Esse conjunto ou parte dele não pode se ver como vanguarda da revolução. Como o front das lutas sociais, superior e mais avançado que outros grupos organizados. A comunalização do espaço e a sua tomada pelos fluxos urbanos exprimem, sim, força transformadora. Porém, ainda assim, não se imagine vá formar comitês revolucionários para dar a linha. Mesmo porque a revolução não é desse jeito: um dois três e já. No Brasil, não se pode perder de vista a perspectiva dos pobres, esses que já constituem outro mundo na precariedade, formulam discursos, culturas e poéticas de resistência, produzem, desejam e sabem como ninguém como chamar os inimigos pelo próprio nome. Sem romantismos, pobreza não é só privação e sofrimento, mas potência.

Na feliz síntese de Hugo Albuquerque, no Descurvo: “A favela é o locus definitivo de resistência daqueles que foram largados para morrer ao relento, é processo de luta, portanto, sua própria existência – e sua re-existência – é positividade pura. O antropofágico Pinheirinho, mais ainda. Derrota é a resignação, é sentar-se e aceitar morrer, nada disso aconteceu.

4. Populismo anti-financeiro. O Occupy disparou em Wall Street. Isto não significa que tome por alvo primário o capitalismo financeiro e não o capitalismo como um todo. Quando alguns discursos separam economia real de especulação financista, parece que estão absolvendo a economia real. Como se não houvesse patrões, exploração do trabalho, precarização das pessoas e danos socioambientais causados pela dita “economia real”. Essa culpabilização da ganância e dos banqueiros rapidamente capturada pelas ondas de resgate de valores, da moral do bom trabalhador, do bom patrão e do bom capitalismo. Tradicionalistas puros como as paisagens de John Ford contra os yuppies e magnatas decadentes de Nova Iorque. Nos EUA, essa vibe conduz ao Tea Party, na releitura da história dos EUA como a progressiva contaminação da mensagem originária dos founding fathers pelos grandes bancos e investidores. Pior, nessa simplificação antifinanceira habita certo antissemitismo, tanto na velha acusação da conspiração judaica (Plano Cohen, Dreyfus, nazismo), quanto na rápida sinonímia entre banqueiros e judeus. Kill the bank vira kill the jew. É preciso criticar a financeirização da vida, mas não como perversão do bom capitalismo liberal, mas como modo de regulação da produção capitalista. O Occupy se propõe a construção de um novo mundo, jamais o regresso nostálgico ao velho.

5. Somos todos Um. O fetiche da comunhão universal, da Gemeinschaft. Significa recusar a divisão social como horizonte da organização e mobilização. Essa divisão de classe tão bem marcada pelo slogan dos 99% contra o 1%. Em vez disso, os unitaristas assumem que o Occupy é uma frente para os 100%, que todos podem se beneficiar e fazer parte. Esse universalismo moraliza as discussões e questões políticas, em nome da humanidade do homem, do bom selvagem maculado pela civilização capitalista. E despotencializa na medida em que impede de enxergar, logo, de combater as divisões, os cercamentos, as ilhas de confortos e as opressões violentas, os mecanismos da representação, enfim, toda a economia política autorreplicante que forja a escassez e organiza a falta, concentrando renda e propriedade. Essa vontade de comunhão não só termina por edulcorar as lutas sociais, como está bem afinada à compreensão de política da classe média liberal, para quem basta a conversa, a disposição ao diálogo e o discernimento para, no tempo certo, se chegar a consenso sobre praticamente tudo.

E está atrelado a certa terapeutização do movimento social. Onde afetos e sentimentos, melodramas, delicadezas e chororôs se sobrepõem à necessidade de enfrentamento e dissenso, — própria de qualquer ação política transformadora. Essa seria uma política afetiva mais adequada para o facebook e a televisão, onde o mundo se passa em família num processo de privatização do público. Certamente não para a contingência áspera das lutas reais, na conjunção paradoxal de entusiasmo e melancolia, ternura e brutalidade, que acompanha a militância.

Outra frente do “somos todos um” se dá com o digitalismo, que é a teoria e prática das redes levada à ideologia. A percepção de que não há dois lados quando se trata da difusão da informação (no rivals!), que o desenvolvimento das redes pode, por si mesmo, resolver os conflitos, problemas e dilemas sociais. A  sociedade estaria evoluindo em direção à democracia internética dos peers to peers. Uma nova humanidade se descortina, conectada e quântica. Nega-se o antagonismo como primado político, bem como quaisquer divisões formuladas em termos de esquerda e direita. Contornam-se as assimetrias e parasitismos por dentro da web 2.0, povoada de consultores e empresários malandros disfarçados de commons criativos. Assim, a democracia se resolve num algoritmo importado do software para as instituições políticas, num antropológico culto ao código. É o bom selvagem dos hypes criativos e das redes horizontais: no politics please, networks only. A comunhão universal reaparece como mais uma utopia tecnológica, como, outrora, pregavam os profetas das ferrovias e eletricidade (século 19) e os do rádio e televisão (século 20).

Portanto, o slogan 99% contra 1% não poderia ser mais oportuno. Destaca como não existe a Sociedade ou a Humanidade, esse bloco moralmente homogêneo que mereceria que todos nós nos juntássemos e, num consenso irrestrito, passássemos a defender para o bem de todos, sem exceção. Como dizia Mao, o Um tem que se fazer Dois, uma injunção fundamental que precisa ser repetida incansavelmente nas dinâmicas no movimento Occupy.

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  • http://www.descurvo.blogspot.com/ Hugo Albuquerque

     ”E está atrelado a certa terapeutização do movimento social” — é exatamente essa a minha crítica ao Occupy Wherever. Movimento (bio)político não é catarse, aliás, ele exige certa frieza quente, uma vez que o grande desafio aqui é reconectar a polêmica (a arte da guerra) à guerra ela mesma, tirando a primeira do terreno estéril da contemplação e colocando a segunda a serviço da criação. A polêmica reconectada à prática não é o mesmo que procedimentaliza-la, mas sim meio para o necessário reposicionamento do movimento nos termos do confronto – e, assim, coloca-lo o segundo em função da vida e não de nosso próprio ego, simplesmente para redimir a nossa culpa.

    Grande parte dos problemas do nosso tempo vão desde um niilismo destrutivo, que em cima de uma suposta impossibilidade de produzir uma coexistência para melhor, alivia a culpa, e coloca-se a serviço da destruição, ou, de outro lado, de um melancolismo que vai do romantismo ao pessimismo dentro do mesmo movimento pendular – tudo é lindo e, de repente, nada mais tem (ou pode) jeito. A Favela pode merecer ser incendiada por uma visão, é o paraíso em outra ou vira um campo de concentração, como aqueles dos nazistas. 

    A frieza quente à qual eu me refiro é livrar-se da culpa, perceber que há muitas auroras que ainda não brilharam. Luta social não é disputa sobre a quem cabe a culpa, sobre quem seria a vítima.

    Os Occupy são maravilhosos, mas precisam de polêmica – logo de tática e estratégia -, pois mesmo que precisemos desconstruir a forma-partido – uma variante da forma-Estado – não é lotando uma praça para deixar, pouco depois, Rajoy, o PP e a Opus Dei ganharem o poder de bandeja que vamos conseguir isso.

    • Bruno Cava

      Mestre Hugo,

      Eu vejo o occupy mais como uma intensificação dos encontros do que um coletivo com pauta rígida como outros movimentos sociais. A praça é um espaço de reinvenção, mas é só a culminância de um processo. As pessoas não são militantes do occupy. Elas trazem suas redes pra dentro, e elas se enredam, se trançam. Ao mesmo tempo que, enraizando-se nos corações da metrópole, e mesmo da mídia, o occupy acabe atravessado por todo o tipo de fluxo. Nessa efusão do real, vem problemas sociais, que não podem ser eludidos. Daí ser muitas coisas. A polêmica está presente quando ele antagoniza e é capaz de ações diretas. Quem diria nos EUA greves gerais, piquetes diante de bancos, bloqueio de portos, marchas em direção a barreiras policiais, e desobediência civil generalizada — isso só se deu quando a contestação intensificou nos encontros do occupy. No Brasil, em menor escala, talvez o movimento ainda não tenha achado o seu tônus, mas é um espaço de experimentação radical e está só começando. Tem pouco mais de três meses de vida, afinal!

      Abraços.

      • http://ultimobaile.com/ Lucas Jerzy Portela

        Perfeitamente, Sêo Cava, é aumentar as chances de acasos & desencontros, mais do que de encontros.

        Para que serve o Ocuppy? Pra paquerar, fuder, fazer suruba, fumar maconha, varar a noite discutindo função e forma da poesia em JC de Melo Neto, consertar bicicleta, fazer yoga e aprender a andar de skate, patins e patinete.

        (digo desencontros porque acho a frase de Vinicius de Moraes – “a vida é a arte do encontro quando há tanto desencontro nesta vida” – de um romantismo infeliz, onde em nada se vê o grande poeta de Operário Em Construção.

        Para negá-lo, pego Manoel de Barros no último verso do primeiro poema de Retrato Do Artista Enquanto Coisa: “poetas têm o mal-habito de comparecerem pontualmente a seus desencontros”.

        Disso uma vez derivei que flertar é “provocar desencontros a que possamos comparecer” – uma contraparte de outra máxima minha: “não busco no amor felicidade ou prazer, e sim sofrimento qualificado”. Eu sei, parece Proust – foi o egungun de Marcel que me cochichou no ouvido do olvido).

        Nesse aspecto, os Ocuppy precisam aprender algo das Bicicletadas / Massas Críticas. Mais do que reinvidicações mensais por “políticas cicloviárias”, as Critical Mass são happy-hour sobre rodas: vai estudante, peão de obra, advogado, médico, artista – vai pedestre, vai skatista, daí Bicicletada ser um mal termo. E em vez de reclamar do exceço de carro (embora também reclamemos), comemoramos que nós, todos nós, não somos refens do metrô – e temos cadinhos de diversão indo e voltando pro trabalho/emprego todo dia, lá onde todos os outros sofrem e se entediam em automóveis onerosos e buzús lotados.

        (nota: o Rio de Janeiro tem uma Massa Crítica pífia em tamanho e tacanha em discussão. Porque a política cicloviária da Prefeitura/Estado é tão boa que anula tanto a luta quanto a festa. Isso é comum em qualquer cidade do mundo: se o Governo toma a frente do “promover bicicleta como transporte” ou “estabelecer políticas desmotorizantes”, e é bem-sucedido, os “movimentos sociais” se esvaziam. Não é que isso seja ruim, mas não é meramente bom).

        • http://ultimobaile.com/ Lucas Jerzy Portela

          lapso: onde se lê “refens do metrô”, era “refens do motor”.

          Mas eu acabei saying more than I meant. Wich is even better!

      • http://ultimobaile.com/ Lucas Jerzy Portela

        duas curiosidades:

        em Salvador, o Ocuppy depois que desacampou virou DESOCUPA. Desocupa essa praça com esse Camarote, emulação do “muita gente sem graça no salão”, enquanto o carnaval-pipoca, aquele em que “quem faz é o folião”, tá “embaixo, querendo mais espaço e o seu calor” (tô cruzando BaianaSystem com Caetano Veloso de quando Caetano era subversivo, guente aí!).

        “Quem tá na chuva pula e se enxuga / tá começando mais um carnaval”.

        Desocupa de ficarmos desocupados. Desocupa dessa visão turística. Desocupa as sombras da areia, “tira as construções da minha praia / não consigo respirar / especulação imobiliária”. Desocupa, seu feirense dos infernos, o Palácio Tomé de Souza!

        Outra coisa é que, como dizia Andrew do ReclaimTheStreets de Londres – o importante é que se Abandone o Ativismo (ia colocar link pra este célebre texto, mas lembrei que o Disquus bloqueia – googlezei ai, fazendo favor), e se faça uma anti-militância: festa, onde querem luta; luta, onde querem festa. Qualquer moleque bahiano, da Favela do Calabar ou da aristocracia da Graça, sabe o que é isso: invadir a corda da Timbalada, por exemplo.

        “Cante se quiser gritar!
        toneladas de desejo”

        • http://ultimobaile.com/ Lucas Jerzy Portela

          a alegria é a prova dos nove, o Capital não a suporta. Porque, como ela não é felicidade, ela não depende de nada: mesmo na merda se pode ser alegre – enquanto a felicidade jamais chegará.

        • http://ultimobaile.com/ Lucas Jerzy Portela

          olha cousa que me esqueci: estes versinhos abaixo, clássico moderno do carnaval bahiano, é de um discaço que tem um título peculiar: “Cada cabeça é um mundo”.

          (quem nunca ouviu, ouva!)

  • Rosana

    Parabéns pelo belo e lúcido artigo. Me fez lembrar de Claude Lefort: prescindir de ser/fazer-se UM para que o desejo de (re)invenção democrática permaneça vivo.