Publicado em 22 de setembro de 2011
Consumitariado

Hoje, 103 milhões brasileiros pertencem à classe média. O IBGE dá a definição da classe C: categoria de renda domiciliar mensal entre três e cinco salários-mínimos (entre R$ 1.635,00 e R$ 2.725,00). Isto dá nada menos que 53% da população do país. Só em 2010, 19 milhões deixaram as faixas D e E. Uma proporção inédita na história da desigualdade que é a história do Brasil. Esse contingente aumentou seu consumo de produtos e serviços em sete vezes (600%!) entre 2002 e 2011. Em 2010, a classe C sozinha consumiu R$ 865 bilhões, quase o mesmo que as mais abonadas A e B, que somadas consumiram R$ 909 bilhões. É a famosa ascensão da nova classe média, ocorrida no governo Lula (2002-10), graças a um conjunto integrado de políticas sociais: massificação do bolsa família, aumento do salário mínimo, crescimento do emprego e do trabalho informal, acesso universitário, facilitação do crédito. É o pobre que agora tem computador e internet em casa, come iogurte, vai a restaurantes, frequenta academia e viaja de avião.

Não confundir classe C com o conceito marxista de classe, nem com a antiga classe média, quer dizer, a elite branca diplomada que, ou tem horror de preto e pobre, ou é humanamente paternalista, — em qualquer caso preconceituosa. Aquela galera que, quando você surge com um panfleto de Lula ou Dilma, responde deus me livre!

A publicidade não tardou em se debruçar sobre a nova classe média brasileira. Aliás, só fala nisso: como interpretar seus desejos de consumo e explorar o novo segmento do mercado consumidor. Uma polpuda jazida humana à espera de produtos sob medida às suas necessidades de embelezamento, diversão, decoração, turismo, carros, pet shop. As empresas travam uma verdadeira guerra publicitária pela classe C. Sob o ponto de vista do capital, uma oportunidade histórica para integrar a todos no Sistema. Consolida-se também o novo capitalismo no Brasil: mais de 200 milhões de celulares e linhas móveis em operação. 70 milhões de novas contas correntes abertas e os bancos lucram como nunca antes.

Curioso como esse ponto de vista (o do capital) é o mesmo do esquerdismo. Para eles, o governo Lula capturou de vez a possibilidade de uma mudança estrutural. Assimilou os pobres à elite. Tornaram-se consumistas. Agora é só esperar que compartilhem dos mesmos valores e preconceitos dessa elite, e aí votarão na direita. Argumento semelhante ao de FHC, embora pesquisa de 2011 mostre que a classe C está com a esquerda: 32% preferem o PT, a 8% o PSDB. O que me parece coerente. Se concretizar políticas sociais fosse suicídio para a esquerda, ela deveria promover o quê, o quanto pior melhor, o cataclisma social como condição para uma revolução redentora?

Há toda uma linha de crítica ao consumismo e à sociedade de consumo que vem sendo reciclada, para desmerecer a (incipiente, porém inegável) diminuição da desigualdade no tecido social brasileiro. Isso tem uma linha moralista, que culpabiliza o desejo e opõe moral à estética. E uma linha pessimista, que só vê a classe C como passiva e neutralizada, como novos arrivistas, como meros consumidores. No primeiro caso, a direita marxista cristã, como quando Frei Betto defendeu que o pobre dito puro (sem educação formal) não pode ter geladeira, senão vai querer consumir sorvete e refrigerante, contaminando-se com o mal do capitalismo: o supérfluo. No segundo caso, a direita marxista apocalíptica, pra quem tudo está perdido e não tem mais jeito, o pobre agora não fará a revolução mesmo, pois está fascinado por seus televisores LCD, ipads e escovas progressivas, rendeu-se ao fetichismo da mercadoria, ao espetáculo.

Ambas as interpretações, que convergem na arena pública para desconstruir o governo Lula, fracassam ao não perceber a questão da renda e consumo como produção de subjetividade. É preciso não nivelar a classe C, nem mesmo tendencialmente, à elite branca diplomada recalcada, como se tivessem sido assimilados na classe média tradicional. Enquadrá-los apenas como categoria passiva de consumo é o ponto de vista do mercado, jamais pode ser da esquerda. Há uma disjunção entre ser e ter. Por que, quando um índio põe uma bermuda lamentamos que ele perdeu a essência como índio, mas quando um branco veste um cocar, ele não é menos branco por isso? Os pobres não têm baixa autoestima. Não querem ter uma subjetividade igual para viver exatamente como os ricos, das madames e playboys (e playcheviques), da novela das oito, do comercial de margarina ou de cerveja (os comerciais é que aspiram a ser como os pobres!). Pretendem, isso sim, angariar igualitariamente todos os direitos e acessos dos ricos. Mas sem deixar de existir como se constituíram nas esquinas da vida, isto é, como gatos que nascem livres, na sua potência de reinvenção. É o paradoxo da pobreza: não é só carência, mas sobretudo potência. Nesse sentido, país sem pobreza não é país sem pobres, mas sem ricos.

A nova classe média são mil classes médias, mil subjetividades, sujeitos em atividade, produção de discurso e de vida. Seu excesso não se restringe a consumismo, mas à produtividade de um novo mundo. Não à toa, a velha classe média ressinta-se, escandalize-se; não admiram tantos colunistas e humoristas veiculem tal ressentimento sem a boa e velha cordialidade das elites racistas. A riqueza não consiste simplesmente em novos objetos para os sujeitos, mas também em novos sujeitos para os objetos. Assim, o consumo também é espaço da luta de classe e não se separa do processo de produção de bens e valores como um todo. Marx dixit.

Então onde está o ponto de choque? Onde está o conflito? Certamente, não no shopping center, onde o desejo em excesso é domesticado e padronizado, onde você precisa comprar o que deseja ser, e desejar apenas o que lhe é oferecido. A força consumista reside no incremento da mobilidade, da comunicação, de mais internet, redes e mais cultura e mais mídia, da combinação de afetos, no trabalho social potencializado nos novos sujeitos-em-atividade. É a primavera periférica, na poesia das vielas, no direito achado nas ruas. Esse contingente de dezenas de milhões não se apassivou: ativou-se. E reúne as condições para continuar lutando pelo máximo existencial. Como escreveu o sociólogo Giuseppe Cocco, as guerras do pós-Lula não são tanto pela classe C, mas da classe C. Formou-se, no Brasil, um novo consumitariado.

 

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Recomendo o seminal artigo Da fome à vontade de comer: a mais-valia da vida, por Rodrigo Guerón, à Revista Global Brasil n.º 8 (pág. 40), disponível em pdf aqui. O filósofo da UERJ inventou o termo “direita marxista” e polemizou com Frei Betto por ocasião da fome de miséria de um religioso quando das obras de transposição do Rio São Francisco, em 2007.

Sobre as “batalhas da classe C”, capitalismo cognitivo e populismo miliciano no Rio, remeto à entrevista de Giuseppe Cocco à Unisinos.

Também vale o artigo de Cynara Menezes, O que quer a classe C, à Carta Capital.

 

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  • Danilo Marques

    Mestre Bruno!

    Vim visitar-lhe e tonificar ares. Dei de cara com este artigo que me pegou pelo título e por seu mote principal “país sem pobreza não é país sem pobres, mas sem ricos”. – paradoxo interessantíssimo!

    Essa inserção da discussão na subjetividade no capitalismo cognitivo me é escorregadia. Tem de se pensar que esse  subjetivismo também está de fato para a alienação. Por momentos é mais facil sim cair no pessimismo da esquerda ortodoxa que prevê o consumo a consumir estes grupos em ascensão nas esferas sociais e econômicas.

    Das políticas do governo Lula vejo elas na prática em minha vida. Morava em local marginalizado do Distrito Federal, com força econômica pude mudar para um centro mais bem assistido, pude ter mais educação, pude ter mais qualidade de vida, um convênio médico particular para as necessidades urgentes que tive em minha saúde, assim me tornei um educador e militante político.

    Meu movimento é louvável, mas não foi o que acompanhou a grande maioria de meu grupo que teve a mesma ou maior ascensão. Alguns amigos se cooptaram e preocupam-se mais em ter ipads e em pagar a prestação do carro novo a reinvindicar mudanças na esfera social. Isso gera um individualismo possível, como a velha fábula capitalista ‘se eu pude crescer com meu esforço qualquer um pode’. Chegando ao ponto de um amigo que se dizia esquerda afirmar que estava cansado do direito de greve e as reinvindicações por passeatas nas cidades. Esse é um dos caminhos, pessimistas, mas reais, que essa nova classe C pode atingir.

    Políticas progressistas tendem a alcançar um resultado que muitas vezes pode ser positivo, mas fica a grande dúvida sobre o comprometimento real com a população. A exemplo, o caos que tem sido a rede particular de Hospitais, que agora sucumbem por má remuneração de seus médicos que acabaram entrando em greve nesta semana, mas a população já percebe um serviço de má qualidade. Estas mesmas estão tendo de ter esse luxo por não poder contar com a saúde pública. É um problema estrutural. O mesmo vale pra educação. Faculdades em esquinas oferecendo cursos de nível questionável e formando novos profissionais como mão de obra que quer altos salários, sem perceber o quanto ainda temos de avançar nas questões trabalhistas, na fatia tributária que vai de seu salário etc.

    Não percebo no Capitalismo uma resposta para esse mundo sem ricos, mais uma vez está na estrutura. O debate sobre essa ótica cognitiva pode prosperar, mas não deve se pautar na reformulação, sim no aniquilamento. Não por pessimismo cito tais palavras, amigo, mas por acreditar que outros caminhos podem aparecer.

    Forte abraço!

    • Bruno Cava

      Salve, mestre Dândi,

      Bom vê-lo nos comentários! também não vejo no capitalismo. Mas quem é o capital? É um processo que vampiriza o trabalho das pessoas, a potência de vida, o desejo. Na publicidade, ele modula e padroniza nosso desejo. Embala, põe preço, separa da circulação livre, extrai lucro do que é produção comum: não é outro o processo do capital. Daí o consumo ser um espaço de disputa. Quando consumo o Firefox em vez do Explorer, escolho a inteligência coletiva do software livre, em vez da multinacional que explora a rede. Por aí vai, a “cooptação” tem sempre dois lados: a reconstrução da pessoa e a sua tentativa de captura. Alguém sem acesso à nada não tem por onde se reinventar. O consumidor não é um passivo e conquistar acesso ao consumo também é empoderamento, na medida em que ele mexe com o sistema como um todo.

      Abração,

      Bruno.

  • Hugo Albuquerque

    Belíssimo texto, Brunão. O que ocorre no país hoje é como o Governo Lula deslocou a estrutura quase estamental em que o país vivia: Havia quase que uma confusão entre categorias de renda (as chamadas “classes” no sentido americano) e as classes sociais (no sentido marxista tradicional). Trabalhador e pobre eram sinônimos. Gerente de uma empresa, funcionário público ou profissional liberal eram sinônimos de classe média. Proprietário de indústrias, fazendas ou comércios eram os ricos.

    A construção medioclassista, da sua gênese na Ditadura até sua ebulição durante os anos FHC, passa pela adoção de um discurso – e sua consequente práxis – econômico-teológica, por óbvio salvacionista: o Deus era o Mercado e ele era bom, mas mesmo assim poucos se salvariam – só os eleitos iriam para a Ilha de Caras, ninguém mais. Isso é parte do problema  da construção do paradigma econômico dentro da teologia cristã medieval, como aborda Agamben em seu O Reino e a Glória (uma obra importante, embora eu tenda discordar, como sempre de suas conclusões, embora frequentemente concorde com seus diagnósticos)

    A elevação ao máximo desse movimento produziu um dos maiores esgarçamentos sociais e políticos da história deste país. O tamanho do movimento que levou Lula ao poder em 2002 talvez nos faça esquecer a gravíssima situação em que o país se encontrava naquele período com risco iminente de apagão energético, desemprego nas alturas, violência crescendo em escala exponencial e um total desencanto com a política.

    Lula vence e produz todas as transformações. Eu diria que a nova classe C é o proletariado e o ex-lúmpen endinheirado – ou melhor, com dinheiro para ter acesso ao mínimo que o sistema pode oferecer. Não chega a ser uma mudança social, mas é econômica e, como tal, leva a um desequilíbrio nas relações de poder social, apontando para uma mudança radical no médio prazo.

    É esse abalo que explica dois fenômenos: 

    O primeiro deles, o neotucanismo, fiado em uma retórica quase fascista, calcado no medo e na produção constante de superstições – uma verdadeira reterritorialização enquanto movimento -, que é movida por parte da elite capitalista que, mesmo ganhando mais dinheiro hoje, teme por um futuro sem exército de reserva e com a democracia enraizada e, por sua vez, move a classe média “tradicional” como massa de manobra – pois eles sempre se viram como os primeiros na fila para chegar ao paraíso da “economia de mercado”, mas agora se veem ameaçados porque depois de todos os “sacrifícios” que fizeram, a “salvação” poderá se tornar regra geral.

    O segundo, menos massificado mas não menos relevante, é o esquerdismo anti-lulista, que  por detrás das críticas ao Governo possui um núcleo duro argumentativo que é, na verdade, a insatisfação frente ao solapamento da sua via de transformação social: sempre houve um pigmalionismo desse setor em relação aos pobres, quase um voluntarismo. Era preciso tornar os pobres/trabalhadores naquilo que é “de fato” um proletariado, pois o dito proletariado brasileiro sequer poderia ser aceito como é – nunca teria passado de um “sub-proletariado”. Há, por parte desses setores, muito rancor com essas mudanças, por se deparar com a ascensão dos trabalhadores tal como eles realmente são…

    Por outro lado, se o Governo Lula tinha por marca ser uma opção pela política sobre a economia (o gerencialismo da via única tucana), por outro lado, a o Governo Dilma, que acerta bastante, tem escapado do tracejo frequentemente por causa disso; se Lula derrotou Alckmin em 2006 se colocando como defensor da política enquanto o segundo defendia o esgotamento da mesma, e também da democratização, em prol do modelo gerencial, a escolha por Dilma em 2010 não deixa de ser curiosa. O momento atual, frente ao formidável abalo social que vivemos, exige que Dilma não apenas retome como também aprofunde a politicidade vista no Governo de seu mentor. PSOL e PSDB – ou quem sabe o verdismo socialista que Heloísa Helena e Marina Silva estão engendrando agora mesmo – não são saídas.

    • Bruno Cava

      Hugo, mestre,

      Acho que nunca houve qualquer espécie de subproletariado. Isso é uma divisão interna entre os pobres que a própria esquerda impinge. Quando Marx fala sobre o exército industrial de reserva, se refere a uma fragmentação **que o próprio capital** precisa para constranger a classe trabalhadora a se vender como mercadoria. Isto é, trata-se de uma estratégia que deve ser recusada. Isso reaparece claramente quando vemos professores sindicalizados lutando contra a ampliação do acesso universitário, ou seja, os de dentro brigando com os de fora. Num cenário pós-fordista de fragmentação radical, tudo o que o capital precisa é dos ligeiramente incluídos nas benesses lutando contra os precários, os informais, os imigrantes. Essa divisão, muitas vezes corporativa e sindical, ainda que sob o discurso do estado e do público; acentua uma contradição externa ao antagonismo de classe, por isso não é transformadora, mas conservadora.

      O consumo realmente é um campo que deve ser ressignificado. Boa parte da tensão entre a vanguarda partidária e o avant-garde construtivista (Rodchenko, UNOVIS, Malevich, Vertov etc) na Rússia revolucionária de 1917-24 se deu nessa questão. Repare pôsteres publicitários do construtivismo, como a construção imagética do novo, da utopia comunista, perpassava o consumo e bens de consumo. Venceu a eletricidade, os bens de produção, a industrialização manu militare, a economia planificada de guerra e como guerra.

      Abraços, até dia 21,

      Bruno.

      • Hugo Albuquerque

        Perfeito, Bruno, E foi perfeitamente isso que a vanguarda construtivista tentou, pois ela sabia melhor do que ninguém que o que realmente interessa em termos de capitalismo, para além da exploração do trabalho pelo capital, é o que causa isso: a própria cisão da produção no binômio capital/trabalho, deixando aqueles que estão relegados ao segundo campo em um processo de permanente estranhamento – em uma escala que, como sabemos, e talvez eles ainda não pudessem ainda ver de uma forma tão clara, vai para além da mera inconsciência do conjunto do processo produtivo e se encontrava  na impossibilidade do co-pertencimento sensível dele, em suma, do comum.

        De tal forma, o caminho era sim uma espécie de “consumo” – ainda que não no sentido liberal que, por vezes, o próprio Governo emprega – por parte desses trabalhadores, pois se o Capitalismo tinha sido morto pela Revolução Russa, era fato, entretanto, que o Capital – e tal binômio – ainda restava lá, como herança maldita, o que obrigaria a ordem revolucionária a, necessariamente, empoderar os trabalhadores, tornando-os protagonistas na realização do valor que eles mesmo produziam – para que, por conseguinte, compartilhassem a sensação dupla de produzir e consumir aquilo produzido por sua própria comunidade, desfazendo gradativamente tal estranhamento em um processo que caminhava para a construção de um comum.

        A vitória da burocracia, consequência do erro estratégico da dualidade de poder Partido-Estado instituída por Lenin e desse mar de contingências que é a História, marca a superação da construção de uma política do sensível – que se fazia afirmar na vanguarda artística russa da época – que dá lugar ao mundo dos grandes números, dos burocratas com suas imensas e complexas planilhas, seus órgãos de planejamento e sua incapacidade de considerar o desejo – ou melhor, sua necessidade de recalca-lo violentamente porque sabia que sua existência era justamente o empecilho para seu glorioso programa. Em outras palavras, o Estado gradualmente retoma seu lugar, inclusive como consumidor – por meio do pré-keynesianismo de guerra, item principal de uma economia na qual mesmo uma mera demagogia trabalhista que fosse só veio a ser considerada nos finais dos anos 50, depois de vinte e cinco anos de puro militarismo.

        Um exemplo atual desse tipo de falência burocrática é a China contemporânea, na qual o problema da realização do valor é “resolvido” pela exportação massiva dos seus produtos, pelos trabalhadores que sequer têm ideia mínima do valor que produzem, pois os bens produzidos não circulam no próprio mercado – o que está mudando ligeiramente pelas contingências da atual crise econômica. Não há sensação de co-pertencimento produtiva, não há comum – e se antes, até Mao, havia o capital administrado pela burocracia, de Deng Xiaoping em diante é fato que há um Capitalismo não apenas planejado como também gerenciado pelos burocratas.

        abraços

  • http://pulse.yahoo.com/_K2TLRZBW3HUVDZCYYDBW4LEF4Y jonas c

    Uma conclusão/pergunta inevitável: deveríamos então combater a riqueza excessiva? Taxando as grandes fortunas, talvez? Belo texto.

    • http://www.facebook.com/people/Bruno-Cava/1207661533 Bruno Cava

      Acho que é um caminho: tributação progressiva, confisco de fortunas e reapropriação geral do crédito global, comunalizando o rentismo. Uma renda universal como remuneração também fudnamental. Abraço.

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